Alucinação
(Robério Pereira
Barreto)
No ritmo sincrônico da quinta sinfonia
Escorrego-lhe a mão no pescoço esguio
Que, como seda fina causa-me arrepio.
Com tal atitude, sinto-me músico do amor,
Que ao dedilhar o vilão clássico entro em transe,
Sentindo, pressionando-te libidinosamente entre as pernas
E massageando-te com libido.
E assim envolvo a ti na fúria delicada
Ao percorre-lhe as curvas com toque sedutor,
O qual lhe marca a pele, porém não causam dor.
Por alguns segundos, à luz perfeita
E romântica que escapa do refletor,
Vejo seu sensual e delicado ser.
A perfeição me faz sofrer
Porque ao apagar a luz,
Não consigo mais lhe ter.
09 de fevereiro de
2007

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Celito Medeiros
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