Amor antigo
(Beatriz Kappke)
Via em teu olhar a ternura
Que preenchia minha alma de ventura
O teu abraço me abrigava do intenso frio
À margem daquele gelado rio.
Lembra aquele dia à beira do barranco?
Nada víamos em preto e branco
Tudo era tão lindo, tão colorido.
Estar ali era o nosso destino.
Tudo em mim era um pouco de ti
E tu eras de mim um pouco
Até hoje me levam a ti
Certas músicas que ouço!
Mas como tudo é transitório
E inexorável é o tempo
Nosso amor foi ilusório
Sucumbiu ao inicial intento.
Depois de tantos anos já passados
Às vezes ainda trazes para mim
O encontro das horas mortas do passado
Lembranças das quais me livro enfim!
Nenhum amor pode matar meu nome
Nem anular minha identidade
Sou fã da vida e não me consome
Um amor antigo, coisas da mocidade!