À Prima Irlene
(Beatriz Kappke)

Mulher guerreira, forte, trabalhadora sem igual.
Sua faina nunca foi fácil
Trabalhando sem parar
Mas para ela nada é difícil
Na lida com os incessantes e prementes
Problemas do dia-a-dia.
Professora de classe multisseriada
Família com filhos para atender
E se a terra precisava ser lavrada
Lá estava ela a labutar.

Foram-se os sonhos de criança
A vida adulta era preciso enfrentar
Mas ela soube fazer da esperança
E do trabalho sério e honesto
Um baluarte, uma fortaleza.
De quem na vida queria vencer!

Seus filhos com muito amor criou
E depois de 25 anos no Magistério
Mais do que justo, se aposentou.
Mais alguns anos de serviço na lavoura
E na cidade foi morar.

Agora depois dos 50
Lá vai a prima Irlene
Sempre muito faceira
Pelo Brasil a viajar.
Mas na sua mochila não carrega
Nada de sofrimento nem mágoa
Nela só leva alegria
Para cada filho, parente ou amigo.
Que ela vai visitar.

Já ia me esquecendo,
Ela leva a tiracolo
Algo por demais importante
(pode até parecer insignificante)
Um banquinho a tiracolo
Para os pés descansar, nas longas viagens.
Do sul a norte do Brasil.

Porém também agora soube
Que ela de repente chique ficou
Viaja de avião Porto-Alegre –Belém
Para um filho visitar,
Aí quem sabe,
Até o banquinho vai aposentar.

Por isso querida prima
Serias merecedora de grandes homenagens
Pois que tua essencial beleza está
Principalmente no cuidado
Que amorosamente tens pelos outros,
Renunciando muitas vezes
A viagens de simples turismo
Para nas lonjuras algum parente visitar.

Porém o que tenho a te oferecer
É esta singela homenagem
Este poema que nasceu da minh’alma
Um ÓSCAR do meu coração para ti prima querida!

Com todo carinho
Beatriz
03/04/06

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