A saga de um balanço
(Beatriz Kappke)

Albino não tinha diploma de  graduação
Mas era engenheiro de talento
Trabalhava com dedicação
Malhando o ferro com esmero
A madeira também talhava
Na sua marcenaria.
Engenhou aquele balanço
Com carinho e paciência
O designer é bonito
O modelo é funcional.

Sua obra ficou perfeita!
Sobrinhos e principalmente os netos
Disputavam o balanço famoso
Durante as tantas visitas,
No decorrer de muito tempo
Em Sta Terezinha de Itaipu
No oeste do Paraná.

Nos últimos anos de sua vida
Albino tinha um lugar preferido
Com certeza era na sua obra
Que ele se embalava.
Num constante vai e vem
O balanço nunca cansava,
E naquele encosto ainda existe a marca
Onde seus cansados braços apoiava

Depois da partida de seu Albino
Para outra e superior dimensão,
Do balanço tremeu o coração
E mudado também foi seu destino
Acompanhando filhos e netos
Daquele querido ancião,
para outro rincão!

Hoje na tranqüila  e linda
Fazenda Três irmãos
Na cidade de Tangará da Serra,
O balanço em plena atividade
Continua cumprindo sua missão
Até a pequena (bisneta) Amanda
Nele se diverte com emoção!
E é claro que eu nesta oportunidade
Como a sentir a presença deste querido tio
Embalei-me para matar a saudade.

(Albino Talheimer era meu tio, casado com uma 
PH, ou seja, com tia Ely, irmã de meu saudoso pai.)

30/05/05

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