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Avenida da solidão
( Nossa! Ando na avenida e tropeço em corpos zumbilizados E indiferentes à vida, estão à mercê do tempo; Talvez por isso são robotizados. A multidão se multiplica em calçadas, passarelas e cruzamentos. Enquanto isso, a beleza do ser não conta Porque não pode parar a vida; está em movimento. Nas esquinas da vida me fazer frear E lembro por momento: São pessoas ou zumbis que passam diante de mim? Não sei! Porque que existo apenas quando dores sinto; E, às vezes, minto ser gente e finjo fazer amor Embora sinta dó porque será mais uma noite em que O prazer se transforma em dor. 18 de março de 2006, em tarde chuvosa
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