E ele se foi...
(Ao cunhado Escurinho, falecido em 01/02/07.
Escrito pelo seu filho Alfredo de 19 anos)


Ele era o flecha no exército...
Não tinha canela fina que corria mais do que ele...
Eu era pequeno e ele me 'salvou'
quando fiquei pendurado na porta do caminhão que ele trabalhava...
Quando passávamos os domingos no sitio da minha avó,
eu adorava pedir pra ele chutar a bola de futebol,
ele chutava tão alto que ela chegava parecer bem mais pequena...
Quando ele comprou sua Kombi, levou eu e a ‘dandi’ pra dar uma volta,
Quanta risada nesse dia.. acho que eu tinha uns 6 anos...
Quando eu emburrava, eu fugia de casa,
e ele corria atrás de mim na avenida tentando me pegar,
e eu me escondia na casa dos outros,mas ele sempre me encontrava...
O último jogador do time de bolão...
nunca vi ele fazendo uma “banda”.. era um baita jogador!
E na sinuca... até hoje não vi alguém jogando tão bem como ele...
nisso ele era muito respeitado!!! ... mas eu ganhava todas dele.. por que será?
Adorava um jogo de futebol... e daí que saiu o apelido “escurinho”
depois de um gol de cabeça, e alguns colegas o chamaram assim, e ele ficou furioso...
era chegado numa encrenquinha durante o futebol, logo ficava bravo!
Nos tempos que eu treinava na escolinha de futebol, ele me chamou pra uma conversa...
por que o treinador foi se queixar com ele que eu não queria jogar
em outro lugar a não se no ataque,
então ele me explicou que não era só os que faziam gol que eram os bons jogadores...
que era pra mim vê o “Roberto Carlos” o “Jorginho” jogando na copa de 94..
ai comecei a jogar de ala esquerda!
Falando em copa de 94, ele quebrou o sofá de casa quando
 o Roberto Baggio chutou fora o pênalti final!
Adorava um “butequinho” antes do almoço e no fim da tarde...
Era um pé frio... não lembro de um fim de semana na praia, que não chovesse...
por isso nem gostava de ir a praia com ele!!!
Um quarentão que não parecia ter passado dos 4.0...
era o ‘gatão’ das mulheres ahaha!!!
Fiquei sabendo disso ontem, quando vi o cel dele!...
era um ótimo motorista apesar de não gostar de dirigir..
me ensino a dirigir “segurar o volante” quando eu tinha uns 10 anos,
eu nem alcançava nos pedais, aí tinha que dirigir sentado no colo dele..

São tantos as lembranças que passam pela cabeça... que seria inviável tentar escrever todas!!!
Ele não era perfeito... todo mundo tem seus defeitos... mas é meu pai, e me orgulho mto dele!
Mas como diz a Carol, agora ele não vai mais ter saudades da Cristina... ela veio buscá-lo!
(De Alfredinho, filho de Ildon José Kunz, o popular Escurinho)
 

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