Espumas ao vento!
(Beatriz Kappke)
Meu olhar nostálgico perde-se na amplidão
Absorta em meus pensamentos vagueio
Contemplando o mar e sua imensidão
Nas ondas que vêm e vão!
Penso na vida que foge
Como espumas do mar ao vento!
Vida que aqui é tão breve
Breve é o tempo
Tempo é leve
Leve é o intento
Intento é intenso
Intenso é o sonho
Sonho é quente
Quente é o sangue
Sangue é rubro
Rubro é o horizonte
Horizonte é inalcançável
Inalcançável é a certeza
Certeza de saber com antecedência
Do findar da humana condição!
Existência efêmera, mas tão encantada!
Como a lividez da ave que a cada dia canta
Saudando a chegada de um novo amanhecer.
Vida imprevisível...
Como espumas ao vento...
A desmanchar-se no ar!
30/10/08
Poema dedicado à minha irmã Mari
Imagem: Foto praia de Itapoá, em 14/10/8,
tirada pela PH Mari
Midi:Pachelbel_Canon
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