Natal
(Fernando Pessoa)

Nasce um Deus. Outros morrem. A Verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.
Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo Deus é só uma palavra.
Não procures nem creias: tudo oculto.

Contemporânea, n” 6, Dez. 1922.
Fernando Pessoa - Poemas Ocultistas

Midi:
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