O Lamento da Coruja

Um tapete estendido ao chão
No veludo da escuridão
Lamparinas, um clarão
Almas ofertarão

Nada mais que uma visão
Do ardil fogo, o carvão
Sons de mil pombos ecoarão
No vazio profundo de meu coração

Minhas memórias me lembrarão
Dos mistérios da vida que testemunharão
Nesse presente acabarão
Com o que foi ser Eva e Adão

Sobre o mar dançarão
A música que sai de sua mão
As palavras de sua língua nada mais dirão
E das sombras o perdão

Nas catedrais das florestas agora estão
Do bem alto ás raízes do chão
Dos silêncios surgirão
O lamento das corujas que piarão...

...Um adeus!

04 de Maio de 2009

 Autor: Mateus Catalani Pirani
(Aluno do Colégio Jesus Maria Jos em Canarana- Mato-Grosso )


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