Paixão distante
(Robério Pereira Barreto)
Longe de você mato-me aos pouquinhos;
Desejando tê-la ao alcance dos meus afagos,
chego a torturar-me de mansinho
Roçando-me inteiro na toalha
Que inda tem a marca de nosso amor;
Seu cheiro.
Em desespero sonho
Você me torturando
Com carícias mil;
Depois da jovialidade viril,
Sinto-te dormente ao meu lado
Posta à deriva como barco alinhado no oceano da paixão
Depois da tormenta do amor.
Daí, na calmaria das ondas;
Com respiração angelical,
na praia de amor perfeito,
Descansas sobre meu peito.
Irecê-BA, 26 de março de 2007, 00º01’
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Henry Mancini
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