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Procela
(Robério Pereira Barreto)
O vento sopra dos confins do oceano;
A maré enche trazendo
com ela a saudade de ti.
As ondas de mansinho me tomam
com sua espuma límpida e sedosa.
Daí meu corpo é sufocado
E minha alma alimentada
Como o bom bocado dado por
Sua boca no momento amor.
Agora, na minha cabeça as imagens de ti.
Espalham-se como as algas do mar que,
Levadas pelas correntes marinhas
Morrem ao tocarem a areia quente
Tão rapidamente que nem sentem dor.
Outras vezes, a saudade de ti.
É tão grande que se torna uma procela,
Desviando esse coração navegador
Para mares revoltos e sem cor.
Na maioria das vezes não resiste
E chora de dor perdendo-se nas marcas
Que o vento rebelde do mar apagou.
30 de maio de 2006. 02h06’
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