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Tão somente mulher
(Yara Nazaré - 19/03/03)
Ainda que não me vejas
Na essência como sou
Não sou uma concha vazia
No meu jardim
Tenho rosas cultivadas
E regadas com amor.
No peito meu coração aflora
Pleno de alimento interior
E na minha metamorfose
Sou como a borboleta
Pousando de flor em flor
Sugando delas o néctar
Que tece o meu caminhar
E sem alarde revelo
Meu perfil transparente
De fácil leitura e tradução.
Sou assim...
Tão somente mulher
Ser que pensa e alimenta
A esperança de viver
No mundo sem medo e sem dor.
Mostro-me, na palavra autêntica
Escrita em versos simples
Sem a vaidosa pretensão.
É o meu retrato vivo
E dos dias que enfeito
Com as estrelas e o luar
Que tomo emprestados da noite
Tentando meus sonhos, realizar!
(Direitos Autorais Reservados)
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