Vida
moderna
(Robério Pereira
Barreto)
As flores nascem no jardim central da praça
em meio à velocidade.
Em uma cidade que não tem tempo para ver o quão é belo
O nascimento da frágil vida, uma flor.
Todos andam freneticamente
Adoram comidas rápidas, jogos eletrônicos e vídeo-game;
Dirigem em alta velocidade e falam ao celular;
É tempo de cultura hi-tech
Isolar-se e cegar-se para a beleza e fragilidade da natureza.
É o que preferem.
Assim, conversar e amar, só pela internet
A flor solitária que nasceu em meio à multidão,
Tal qual estivesse rompendo no deserto
Fada-se à desgraça da solidão.
Poema transcrito do Livro "Delírios Poéticos e Outros Contos"
do autor em pauta.
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